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Reforma da Previdência : Confira os principais pontos da proposta

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A proposta de reforma da Previdência foi, finalmente, protocolada na Câmara dos Deputados.

A reforma da previdência propõe idade mínima para aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), além de um período de transição.

Para ser aprovada no plenário da Câmara, a reforma da previdência deverá ser votada em dois turnos de votação com, no mínimo, três quintos dos deputados (308 votos) de votos favoráveis.

Se aprovada na Câmara, a proposta vai para o Senado.

Confira abaixo os principais pontos da reforma da Previdência: 

 

 

Idade mínima 

A reforma da previdência propõe idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

A contribuição mínima será de 20 anos.

Atualmente, aposentadoria por idade é 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens, com contribuição mínima de 15 anos. 

A idade mínima para a aposentadoria poderá, ainda, subir em 2024 e depois disso, a cada quatro anos, de acordo com a expectativa de vida dos brasileiros. 

Não haverá, nesse caso, aposentadoria por tempo de contribuição. 

 

Contribuição 

Com relação à contribuição a reforma da previdência prevê que tanto os trabalhadores da iniciativa pública, quanto os da privada paguem alíquotas progressivas.

Na reforma da previdência quem ganha mais, contribuirá mais.

De acordo com a reforma da previdência alíquotas deixarão de incidir sobre o salário inteiro e incidirão sobre faixas de renda, tal como no Imposto de Renda.

Pela proposta da reforma da previdência, quem ganha um salário mínimo (R$ 998) contribuirá com 7,5%.

Acima disso, contribui com 7,5% sobre R$ 998, com 9% sobre o que estiver entre R$ 998,01 e R$ 2 mil, com 12% sobre a renda entre R$ 2.000,01 a R$ 3 mil e com 14% sobre a renda entre R$ 3.000,01 e R$ 5.839,45 (teto do INSS).

Dessa forma, o trabalhador que receber o teto do INSS contribuirá com alíquota efetiva (final) de 11,68%. 

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, as alíquotas efetivas ficarão em 7,5% para quem recebe o salário mínimo, de 7,5% a 8,25% para quem ganha de R$ 998,01 a R$ 2 mil, de 8,25% a 9,5% para quem ganha de R$ 2.000,01 a R$ 3 mil e de 9,5% a 11,68% para quem recebe de R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45 (teto do INSS). 

No setor público será aplicada lógica semelhante. Pelas novas regras, o sistema de alíquotas progressivas será aplicado, resultando numa alíquota efetiva (final) que variará de 7,5% para o servidor que recebe salário mínimo a 16,79% para quem recebe mais de R$ 39 mil. 

 

Regras de transição 

O tempo de transição do atual sistema de Previdência para o novo será de 12 anos.

A regra de transição apresentada na reforma da previdência prevê três opções:

1) A soma do tempo de contribuição com a idade passa a ser a regra de acesso. O tempo de contribuição é 35 anos para homens e 30 para mulheres. Em 2019, essa soma terá que ser 96 pontos para homens e 86 anos para mulheres. A cada ano, será necessário mais um ponto nessa soma, chegando a 105 pontos para homens e 95 para mulheres, em 2028. A partir deste ano, a soma de pontos para os homens é mantida em 105. No caso das mulheres, a soma sobe um ponto até atingir o máximo, que é 100, em 2033. 

2) A outra opção é a aposentadoria por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres), desde que tenham a idade mínima de 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres), em 2019. A idade mínima vai subindo seis meses a cada ano. Assim, em 2031 a idade mínima será 65 anos para homens e 62 para mulheres. Os professores terão redução de cinco anos na idade. 

3) Quem está a dois anos de cumprir o tempo de contribuição para a aposentadoria – 30 anos, no caso das mulheres, e 35 anos, no de homens – poderá optar pela aposentadoria sem idade mínima, aplicando o fator previdenciário, após cumprir o pedágio de 50% sobre o tempo restante. Por exemplo, uma mulher com 29 anos de contribuição poderá se aposentar pelo fator previdenciário se contribuir mais um ano e meio. 

 

Aposentadoria integral 

Pela reforma da previdência, para aposentar-se com 100% da média do salário de contribuição, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos. 

A nova fórmula de cálculo do benefício substituirá o fator previdenciário, usado atualmente no cálculo das aposentadorias do INSS. 

Pelas novas regras, o trabalhador com 20 anos de contribuição começará recebendo 60% da média das contribuições, com a proporção subindo dois pontos percentuais a cada ano até atingir 100% com 40 anos de contribuição. Caso o empregado trabalhe por mais de 40 anos, receberá mais de 100% do salário de benefício, algo vetado atualmente. 

 

Aposentadoria rural 

A reforma da previdência aposentadoria rural: 60 anos tanto para homens quanto para mulheres, com contribuição de 20 anos. A regra atual é 55 anos para mulheres e 60 anos para os homens, com tempo mínimo de atividade rural de 15 anos.

No caso da contribuição sobre a comercialização, a alíquota permanece em 1,7% e é necessária a contribuição mínima de R$ 600 por ano para o pequeno produtor e sua família. Para se aposentar, nessa categoria, serão necessários 20 anos de contribuição. 

 

Aposentadoria por incapacidade 

Rebatizada de aposentadoria por incapacidade permanente, a aposentadoria por invalidez obedecerá a novos cálculos, segundo a reforma da previdência

Pelo texto, somente receberão 100% da média dos salários de contribuição os beneficiários cuja incapacidade estiver relacionada ao exercício profissional. 

A proposta prevê o pagamento de 100% do benefício somente para os casos de acidente de trabalho, doenças relacionadas à atividade profissional ou doenças comprovadamente adquiridas no emprego, mesmo sem estarem relacionadas à atividade.

Caso a invalidez não tenha relação com o trabalho, o beneficiário receberá somente 60% do valor. Hoje, todos os aposentados por invalidez recebem 100% da média de contribuições. 

 

Pensões 

Com o sistema trazido pela reforma da previdência cálculo das pensões por morte será relacionado ao número de dependentes, sistema que vigorou até a década de 1980.

Inicialmente, o beneficiário com até um dependente receberá 60% da média de contribuições.

O valor sobe em 10 pontos percentuais a cada dependente, atingindo 100% para quem tiver cinco ou mais dependentes. 

Atualmente, o pagamento de pensões obedece a cálculos diferentes para trabalhadores do INSS (iniciativa privada) e servidores públicos. 

 

Benefício de Prestação Continuada (BPC) 

Pela proposta da reforma da previdência, a partir dos 60 anos, os idosos receberão R$ 400 de BPC.

A partir de 70 anos, o valor sobe para um salário mínimo. 

Atualmente, o BPC é pago para pessoas com deficiência, sem limite de idade, e idosos, a partir de 65 anos, no valor de um salário mínimo. O benefício é concedido a quem é considerado em condição de miserabilidade, com renda mensal per capita inferior a um quarto do salário mínimo. 

 

Policiais e agentes penitenciários 

Os policiais civis, federais, agentes penitenciários e socioeducativos se aposentarão aos 55 anos, com a reforma da previdência.

A idade valerá tanto para homens como para mulheres. 

Os tempos de contribuição serão diferenciados para homens e mulheres. Os agentes e policiais masculinos precisarão ter 30 anos de contribuição, contra 25 anos para as mulheres. 

A proposta também prevê tempo mínimo de serviço de 20 anos para policiais homens e agentes homens e 15 anos para policiais e agentes mulheres. Progressivamente, o tempo de exercício progredirá para 25 anos para homens e 20 anos para mulheres nos dois cargos (agente e policiais). 

As duas categorias não estão submetidas a aposentadorias especiais.

A proposta não contempla os policiais militares e bombeiros. 

 

Regime de capitalização 

Pela regra da reforma da previdências trabalhadores que ingressarem no mercado de trabalho após a aprovação da reforma da Previdência poderão aderir a um regime de capitalização.

Por esse sistema, será garantido o salário mínimo, por meio de um fundo solidário.

O trabalhador poderá escolher livremente a entidade de previdência, pública ou privada, e a modalidade de gestão de reservas, com possibilidade de portabilidade.

 

Fonte AASP.

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